James Monroe (28 de abril de 1758 — 4 de julho de 1831) foi um estadista, advogado, político, diplomata e um dos Pais Fundadores dos Estados Unidos. Ele serviu como o quinto presidente do país de 1817 a 1825. Um membro do Partido Democrata-Republicano, sua presidência coincidiu com a Era dos Bons Sentimentos, um período na história do país caracterizado por um superficial senso de propósito e unidade nacional. Ele é mais conhecido por sua declaração da chamada Doutrina Monroe, uma política de oposição ao colonialismo Europeu nas Américas. Anteriormente, ele havia servido como governador da Virgínia, foi membro do Senado dos Estados Unidos, embaixador na França e Reino Unido, e ainda foi o sétimo Secretário de Estado e o oitavo Secretário de Guerra na administração Madison.[1]
Nascido em uma família de plantadores em Condado de Westmoreland, na Virgínia, Monroe serviu no exército continental durante a Guerra de Independência dos Estados Unidos. Ele estudou direito com Thomas Jefferson de 1780 a 1783, e depois serviu como delegado no Congresso Continental e então na Convenção de Ratificação da Virgínia, onde se opôs a aprovação da Constituição dos Estados Unidos. Em 1790, ele foi eleito para o Senado, onde se tornou líder dos Democratas-Republicanos. Monroe deixou o Senado Federal em 1794 para servir ao Presidente George Washington como embaixador na França mas foi reconvocado em 1796. Ele foi então eleito Governador da Virgínia em 1799 e foi um fervoroso defensor da candidatura de Thomas Jefferson para a eleição presidencial de 1800.[2][3]
Como enviado especial do Presidente Jefferson, Monroe ajudou nas negociações da Compra da Luisiana, o que levou os Estados Unidos a quase dobrar de tamanho. Monroe teve um desentendimento com seu amigo de longa data James Madison após este rejeitar o Tratado Monroe-Pinkney que Monroe havia negociado com os britânicos. Ele desafiou sem sucesso Madison na eleição presidencial de 1808, mas em abril de 1811 ele acabou se juntando ao governo Madison como Secretário de Estado. No período final da Guerra de 1812, Monroe simultaneamente serviu como Secretário de Estado e Secretário de Guerra de Madison. Sua liderança em tempo de guerra o estabeleceu como o herdeiro aparente de Madison e ele acabou facilmente derrotando Rufus King, o candidato do Partido Federalista, na eleição de 1816.[4]
A presidência de Monroe foi contígua com a "Era dos Bons Sentimentos", com o Partido Federalista entrando em colapso como uma força política nacional. Como presidente, Monroe assinou o Compromisso do Missouri, que admitiu o estado de Missouri como um estado escravagista e proibiu a escravidão nos territórios ao norte do paralelo 36°30′. Internamente, ele favorecia investimentos a infraestrutura, mas acreditava que o governo não deveria agir sozinho, exortando (sem sucesso) o Congresso a agir. Ele também supervisionou o papel do governo federal em regular o comércio interestadual. No início de sua administração, o país foi afetado pelo Pânico de 1819, mas o presidente não tinha poderes para interferir ativamente na economia, com a maioria dos bancos sendo regulados pelos estados. A falta de ação do governo federal fez com que a crise se alongasse, com aumento no desemprego e empresas fechando.[5][6] Nas relações exteriores, Monroe e seu Secretário de Estado, John Quincy Adams, favoreciam a conciliação com a Grã-Bretanha e uma política de expansionismo contra o Império Espanhol. No Tratado de Adams-Onís de 1819, com a Espanha, os Estados Unidos formalmente anexaram a Flórida e estabeleceu sua fronteira ocidental com o território da Nova Espanha. Em 1823, Monroe anunciou que os Estados Unidos iriam se opor a qualquer intervencionismo Europeu nas Américas, em luz dos recentes movimentos por independência na América Latina, no que ficou conhecido como "Doutrina Monroe", que se tornou uma importante marca na política externa dos Estados Unidos. Monroe foi um membro da American Colonization Society, que apoiou a colonização da África por escravos libertos. Na Libéria, a capital Monróvia tem esse nome em honra a ele. Após sua aposentadoria da política em 1825, Monroe sofreu dificuldades financeiras e faleceu em 4 de julho de 1831, em Nova Iorque. Historiadores e acadêmicos geralmente o classificam como um presidente acima da média.[7]